A Adaptação na Educação Infantil

     A entrada da criança, na escola, constitui uma importante mudança na sua vida e merece o acompanhamento de todas as pessoas envolvidas neste processo.

     O período de adaptação é o tempo em que a criança leva para se habituar às pessoas, situações, local, novas vivências, além de adquirir a certeza de que os familiares voltarão para buscá-la.

     Alguns comportamentos diferenciados podem ocorrer neste momento: o choro, a ansiedade, a recusa de alimentação, a agitação durante o sono, entre outros. Cada criança é única e reage também de acordo com o comportamento da família. Por isso é importante a comunicação pais-educadores-escola. Trocar informações para esclarecer e compreender o que a criança está vivenciando e, assim ajudá-la a passar por esta etapa com êxito, é essencial ao processo adaptativo.

     Na nossa escola, acreditamos que o período de adaptação inicial é de suma importância para as futuras conquistas da criança no ambiente. Inicialmente, realiza-se uma entrevista inicial com a psicóloga, troca-se informações com a educadora e monta-se um programa de horários e estratégias para o período adaptativo. Esse primeiro contato com a escola envolve o relato dos pais ou responsáveis sobre as características da criança e os sentimentos que estão presentes na família.

     É necessário que os pais acalmem seus temores e ansiedade para que transmitam, naturalmente, à criança a segurança e confiança que se reflete na aceitação gradativa da sua ausência.

Atitudes que auxiliam o processo adaptativo:

Não faltar, para não interromper o processo.
Não comentar sobre as dificuldades da adaptação e reações negativas que por ventura a criança possa manifestar.
Cumprir os horários marcados para a adaptação.
Tranqüilizar a criança, dizendo que estará presente nos primeiros dias.
Não se ausentar do local combinado, nem fugir sem despedir-se.
Incentivar que a criança procure auxílio do educador, caso tenha condições, ao invés de responder você as solicitações de seu(a) filho(a).
Não interferir nas relações da criança com outros colegas.
Não se atrasar para buscá-la, para que não se sinta abandonada.
Se houver necessidade, deixar algum pertence seu junto da criança, para que ela sinta que o responsável irá retornar.
Frente ao choro, agir com segurança e firmeza, pois este é natural na hora da separação.
Autorizar a educadora a pegar a criança do colo de quem a tiver trazendo, caso seja preciso.
Manter um diálogo constante com a educadora e equipe escolar.




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